Prostituição preocupa Kaifong
Um apartamento na Avenida Almirante Lacerda está a causar preocupações aos residentes do edifício e à Associação Geral das Associações de Moradores de Macau (UGAMM). Segundo noticiou ontem o jornal Ou Mun, o código de acesso do edifício foi disponibilizado pelas moradoras de uma fracção na Internet, para facilitar a entrar no prédio a pessoas que não habitam no local.
Acontece que as residentes em questão são prostitutas. Os vizinhos dizem sentir-se desconfortáveis com a entrada de estranhos e alegam serem incomodados durante a noite por clientes que tocam à campainha por engano.
O Ou Mun teve conhecimento do caso através de uma queixa enviada por um leitor não identificado, morador do prédio, que explicou que o apartamento em questão foi alugado há alguns meses por um grupo de mulheres.
De acordo com o queixoso, rapidamente o prédio começou a ser frequentado por estranhos, sendo que muitos deles estavam na posse do código de acesso da porta comum. Um dos residentes descobriu que o código foi disponibilizado na Internet, num “fórum para adultos”.
No mesmo site era também possível ficar a saber o endereço do prédio em questão, os números de telefone e os preços praticados pelas mulheres, que disponibilizaram ainda fotografias. Mas, diz o matutino, o edifício da Almirante Lacerda não é o único – o site tem uma lista de edifícios onde é possível recorrer ao serviço de prostitutas.
O jornal explica que os residentes apresentaram queixa à polícia: um agente vestido à paisana levou as gravações do circuito interno de segurança do prédio, sendo que os moradores desconhecem qualquer evolução da investigação.
O apartamento na origem das queixas é habitado por cinco mulheres oriundas da China Continental. É entre as 18h e as 6h que há mais estranhos a entrar no edifício, dizem os vizinhos.
Para a UGAMM, o que está a acontecer na Almirante Lacerda – e a publicidade que tem sido feita na Internet ao edifício – não só é um atentado à ética, como também uma ofensa à privacidade. O vice-presidente dos Kaifong, Leong Hing Kao, entende que a segurança dos moradores não pode ser colocada em causa e que compete às autoridades pôr cobro à situação.
O responsável defende que chegou a hora de se prestar a devida atenção ao problema e tomar medidas para “acabar com estes comportamentos, de modo a assegurar a tranquilidade dos residentes”.
Porque “os apartamentos destinados à prostituição e as pensões ilegais representam um perigo sério para a segurança da população”, Leong pretende que o Governo reveja a legislação para que as forças de segurança tenham meios “para fechar estes negócios, pois são comportamentos que não podem ser tolerados”.
