Skip to content

Chui Sai On oficialmente a solo

June 29, 2009

Sem surpresa, Chui Sai On é oficialmente o único candidato às eleições para o Chefe do Executivo. Quem tentou mas nem sequer obteve esse estatuto queixa-se das injustiças do sistema. As imperfeições do método são também apontadas pelos membros do colégio eleitoral que não assinaram o boletim de propositura do ex-secretário.

A Comissão dos Assuntos Eleitorais do Chefe do Executivo confirmou oficialmente na passada sexta-feira que Chui Sai On é o único candidato ao cargo, depois de ter recolhido 286 das 300 assinaturas possíveis entre os membros do colégio eleitoral.
Para se apresentar como candidato, Chui Sai On só precisava de 50 assinaturas, mas desde que anunciou a sua renuncia ao cargo de Secretário dos Assuntos Sociais e Cultura do Governo, ainda liderado por Edmund Ho, disse que pretendia recolher o máximo de apoios possíveis.
Entre os cerca de 25 representantes da comunidade portuguesa ou luso-descendente, Chui Sai On recolheu a grande maioria dos apoios.
Entre os nomes mais conhecidos que não subscreveram a candidatura do antigo Secretário a líder do Governo, destacam-se o deputado Pereira Coutinho e a coordenadora do Gabinete de Apoio ao Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, Rita Santos, que decidem apoiar ou não o agora candidato formal depois da divulgação do seu programa político.
Com apenas 14 membros do colégio eleitoral sem subscreverem a candidatura, Fernado Chui Sai On recolhe o apoio da larga maioria dos representantes da sociedade com assento naquele órgão, que escolhe por voto secreto o futuro chefe do Governo.
O ex-secretário tem o apoio de vários membros da comunidade portuguesa ou luso-descendente, como Neto Valente, presidente da Associação dos Advogados, José Morgado e Herculano de Sousa, gestores dos bancos Espírito Santo do Oriente e Nacional Ultramarino, respectivamente, Edith Silva, directora da Escola Portuguesa, ou António Freitas, provedor da Santa Casa.
Chui Sai On tem ainda o apoio do empresário Stanley Ho, Ambrose So, cônsul honorário de Portugal em Hong Kong, Susana Chou, presidente da Assembleia Legislativa, Ma Man Kei, representante de Macau da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês, e o empresário Ho Iat Seng, que durante meses foi apontado como um dos mais sérios candidatos a líder do Governo mas que acabou por não se apresentar à corrida.
Com a eleição garantida, Chui Sai On tem passado os últimos dias em contactos com diversas associações com o objectivo de “auscultar” a opinião da sociedade que servirá para a elaboração do programa político e das linhas mestras que irão ditar o futuro de Macau numa linha de “continuidade e inovação”, como já sublinhou.

As injustiças do sistema

Na edição de sábado passado, o jornal Ou Mun dava conta das queixas de quem se tentou candidatar à sucessão de Edmund Ho mas não conseguiu sequer passar desta primeira fase do processo. Os três interessados excluídos – Lei Kuong Un, Loi Chi Iok e Chong Hok Lin, segundo o matutino – não reuniam os requisitos necessários, ou seja, não conseguiram as 50 imprescindíveis assinaturas para passarem à condição de candidatos. Consideram que o sistema eleitoral “reduziu indirectamente” o seu direito à participação.
Para Loi Chi Iok e Lei Kuong Un, o sistema eleitoral dá azo a “injustiças”. Os dois candidatos a candidatos dizem sentirem-se desapontados e garantiram que não vão tentar uma nova corrida ao cargo de Chefe do Executivo. Chong Hok Lin explicou que desejava poder ter uma participação activa neste processo político. Como tal não é possível, disse esperar que o próximo Chefe do Executivo preste atenção à vida da população de Macau e melhore a qualidade da Administração Pública.
Já o Va Kio decidiu ouvir as razões de quem, fazendo parte do colégio eleitoral, não subscreveu a candidatura de Chui Sai On. Paul Pun, secretário-geral da Caritas Macau, faz parte deste grupo de apenas 14 pessoas. Ao jornal, Pun começou por explicar que tinha vontade de ver “vozes mais imparciais” nas eleições de 26 de Julho, defendendo em seguida que o sistema definido para a propositura dos candidatos, sem limite máximo de assinaturas, “dá poucas possibilidades a que mais cidadãos participem na vida política da RAEM”.
Wong Cheong Nam, membro da comissão eleitoral pelo sector profissional, também não concorda com o método de propositura dos candidatos, considerando que o facto de a candidatura de Chui Sai On ter inviabilizado qualquer outra “é sinal de que a eleição falhou, por não se tratar de um verdadeiro acto eleitoral”.

Advertisement
No comments yet

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.