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Stanley Ho nega ligações ao crime organizado

May 29, 2009

O presidente da Sociedade de Jogos de Macau negou ontem ter tido qualquer ligação ao crime organizado, como recentemente a Divisão do Jogo da Procuradoria Geral do Estado de Nova Jérsia afirmou. Em declarações aos jornalistas, Stanley Ho disse mesmo que essas “acusações são uma piada e não devem ser levadas a sério”.
As palavras do presidente da Sociedade de Jogos de Macau surgem um dia depois de a empresa ter vivido um dia histórico na bolsa de Hong Kong. Na quarta-feira, as acções da operadora registaram ganhos na ordem dos 16,17 por cento, fechando a sessão a valer 3,09 dólares de Hong Kong, o valor mais alto desde a estreia na bolsa em Junho do ano passado. Esta foi também a primeira vez que as acções da SJM conseguiram ultrapassar o valor de 3,08 dólares de Hong Kong com que inicialmente começaram a ser negociadas.
Depois de um período conturbado provocado pela crise financeira, as acções da empresa têm vindo a recuperar, tendo crescido 82,84 pontos percentuais desde o início do ano.
A prestação da operadora mais antiga da RAEM foi ontem alvo de destaque no South China Morning Post, com o jornal a citar um relatório elaborado por um grupo de analistas do Goldman Sachs, onde a capacidade da empresa do território é elogiada.
No seu relatório, os analistas afirmam que “o mercado subavaliou o potencial da SJM, particularmente no segmento de massas e na capacidade da companhia em inverter a tendência negativa dos seus casinos”.
“Com a folha de balanços mais forte entre as seis concessionárias, a SJM tem a habilidade para beneficiar da consolidação do mercado, assim as oportunidades apareçam”, escrevem os analistas do Goldman Sachs.
Entre as seis operadoras licenciadas no território, a SJM é a que apresenta o débito mais baixo, sendo também aquela que abarca maior quota de mercado. Contudo, nos últimos anos, a empresa tem vindo a perder terreno para as novas concessionárias e visto as suas margens de lucro encolher.
Ainda assim, uma outra análise, de Gabriel Chan do Credit Suisse, nota que “das seis concessionárias, a SJM é a única com capacidade financeira para levar a cabo operações de aquisição em bolsa ou mesmo distribuir dividendos por entre os accionistas”.
Citado pelo South China Morning Post, o analista diz que, do ponto de vista da SJM, faria sentido uma operação para a aquisição dos projectos que a Las Vegas Sands (LVS) tem parados no Cotai. Para Chan a operadora de Stanley podia desde já começar a preparar terreno na bolsa, oferecendo por cada acção da LVS não mais do que 4,6 dólares de Hong Kong.

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