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Deputado Ieong Tou Hong preocupado com impacto da gripe suína em Macau
Primeiro foi a crise financeira internacional. E agora, quando finalmente o “Inverno” parecia estar a chegar ao fim, eis que surge, logo no início da “Primavera”, a gripe suína no México, que “vai com certeza alastrar-se de forma rápida a nível mundial”. Para combater ambas as desgraças, há que agir concertadamente.
A análise e o conselho pertencem a Ieong Tou Hong, que aproveitou o período de antes da ordem do dia do plenário de ontem na Assembleia Legislativa para deixar alguns conselhos ao Executivo da RAEM.
Entende o deputado que o Governo deve accionar já os mecanismos contra as doenças infecciosas, divulgar informações actualizadas sobre a doença, seguir as orientações da Organização Mundial de Saúde e “emitir ordens para que a população colabore nos trabalhos de prevenção”.
Para Ieong, é ainda importante que sejam reforçados os trabalhos de prevenção nos postos fronteiriços – com mais pessoal médico, se necessário for -, e aumentar as análises aos alimentos comercializados no território.
As autoridades garantiram que o stock de medicamentos é “mais do que suficiente”, mas ainda assim o deputado quer um número maior de fármacos para a prevenção da gripe. E deixa uns conselhos à população: há que “evitar lugares onde se juntam muitas pessoas” e lavar frequentemente as mãos.
O deputado nomeado pelo Chefe do Executivo, economista de formação, explica que ainda é necessário algum tempo para avaliar o impacto do surto da gripe suína para a economia. Não obstante, alerta, “de acordo com a avaliação actual, os sectores financeiro, transportes aéreos, turismo, hotelaria e restauração vão ser directamente afectados”.
Embora o mercado de Macau não dependa do número de visitantes provenientes da América do Norte e do Sul, o Governo da RAEM deve tomar já medidas para evitar que o pior aconteça. Ieong indica como referência o plano de incentivo da recuperação económica subsequente ao surto de pneumonia atípica ocorrido em 2003.
“Caso se registe uma redução evidente de visitantes estrangeiros, haverá que envidar esforços para impulsionar o aumento do número de visitantes da China Continental, por forma a salvaguardar a estabilidade do desenvolvimento económico deste ano”, remata o deputado.
Isabel Castro
