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Macau e Zhuhai discutem cooperação regional

April 29, 2009

Grupo Especializado reuniu-se ontem pela primeira vez

Indústrias, transportes e fronteiras. A cooperação regional entre Macau e Zhuhai vai fazer-se com prioridades definidas. Para já não há ainda medidas concretas, mas foram criados três novos grupos de trabalho que têm como missão elaborar estudos e apresentar propostas que possam ser postas em prática.

Rui Cid

Com os olhos postos no amanhã, sem esquecer que hoje se vive ainda sob o espectro da crise, Macau e Zhuhai decidiram dar as mãos e, desde já, começar a preparar o futuro. Para isso, foi criado um Grupo Especializado para a cooperação entre as duas regiões que ontem se reuniu pela primeira vez.
Representantes de vários sectores das duas cidades, entre os quais o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Lau Si Io, estiveram frente a frente num hotel de Zhuhai para, durante cerca de duas horas, delinear estratégias e definir em que linhas se fará a cooperação regional.
Para já, as duas partes vão concentrar esforços sobretudo em três aspectos – articulação de infra-estruturas, agilização dos processos nas fronteiras e transformação industrial do parque transfronteiriço. Nesse sentido, foram criados três grupos de trabalho que têm como missão elaborar estudos e apresentar propostas “para pôr cobro às lacunas existentes nas duas cidades”.
No final da reunião, o chefe de gabinete do secretário para as Obras Públicas e Transportes, Francis Wong, referiu que na reunião foi defendido que o combate à crise passa pela transformação das indústrias, pelo que os Governos das duas regiões “ponderam formas de ajudar as empresas a adaptar-se ao desenvolvimento da economia”.
Outra das estratégias do plano de cooperação, prevê a articulação das infra-estruturas dos dois lados da fronteira. Aqui, ganha particular destaque o sistema de metro ligeiro que Macau irá construir, e que, no futuro, poderá vir a estar ligado com a rede de transportes de Zhuhai. Francis Wong frisou, no entanto, que esta questão não passa ainda de uma mera hipótese, que irá ser analisada por um dos três grupos de trabalho ontem criados.
Ao articular os sistemas de transporte , espera-se também, explicou o chefe de gabinete, que o fluxo diário de pessoas, mercadorias e transportes que se deslocam entre as duas regiões possa ser agilizado.
Nesta linha de pensamento, decidiu-se também criar um grupo de trabalho para estudar formas de simplificar os processos de passagem nos postos fronteiriços. Questionado pelos jornalistas, Francis Wong admitiu que em cima da mesa poderá vir a estar a possibilidade de as fronteiras passarem a abertas 24 horas por dia.

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